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17 de março de 2008.
O Cheiro do cheiro da madrugada. Ali numa cabine de pick up, na qual quatro pessaos disputavam o oxigênio e o espaço. Vidros fechados. Liga o ar-condicionado? Ah, não tem ar. Tá chovendo, abre a janela. O Cheiro da Madrugada do dia 17 de março de 2008 era uma mistura de chuva, poeira, asfalto, solidão e falta de espaço. Esse é o caminho de casa.
27 de janeiro de 2008.
O Cheiro da madrugada se misturava aos sons e movimentos. A misutra pré-carnaval na casa dos prazeres, em noite de provanação, ali na frente da tradicional igreja. Cheiro de mijo. Atravessando a ponte rumo ao Cais, cheiro de mangue fétido, de bosta interrompida da casa forte. Cheiro de cerveja no colarinho da camiseta.
07 de outubro de 2003.
Cheiro de batata-frita e gasolina. Na esquina de copacabana, às 03h da madrugada. O cheiro é esse. Do que alimenta os automóveis e do que alimenta as putas. Havia a possibilidade de se embebedar só com o cheiro.
05 de abril de 2008.
O cheiro do seu quarto, do teu lençol, do teu gato, dos livros empoeirados, do quarto nunca arrumado com sua ordem caótica e natural. Da tua ordem caótica e tão belamente natural. O teu cheiro na minha madrugada.