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Fê fez um comentário sobre o post do shortbus que me fez sair da festiha em que eu me encontro (agora) para viajar após algumas fumaças inaladas.
Por algum tempo, a afirmação ‘expectativas servem para serem quebradas’ fazia-se muito presente em minhas elaborações da idéia. Talvez, após análise e reconhecimento de algumas perversões, tratando-se de sexualidade, eram abruptamente fissuradas com minhas insistências em simplificar. O desejo de alguns se movimenta, no campo objeto-sujeito, como um desenvolvimento de uma tensão. Como negar expectativas e obedecer o fluxo do desejo? levanto essa questão para os comentários. Em alguns momentos, numa partida de poker, você tem um flush nas mãos. Flush não é um jogo bom, nem ruim. A expectativa fode tudo. E move o jogo.
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As racionalizações acerca do assunto sempre caminham para as tolices sociais e absurdos amorosos. Como tudo, sempre resumido a canções baratas, falsamente sofisticadas. Pensava sempre que os argumentos deveriam vir acompanhados de uma elaboração psicanalítica da idéia. Ou do outro.
Objeto, sujeito. Sejamos todos absurdos. Sentia sempre a sensação de que suas idéias e elaborações tornavam-se assustadoramente absurdas para os outros. Preferindo sempre a resignação. Resignação que sempre se encerra quando o fluxo do desejo se constrói.
Perversão da idéia, a quem será que se destina. Primeira constatação; Há sempre a dificuldade de se entender conceito, sublimar tolices sociais, desfragmentar o discurso. Inevitavelmente. Um pouco de fumaça.
O óbvio como necessário será abolido da narrativa. Dissenso, quero banhar-me neste reino. Posições óbvias e uma recusa. A posição de ser e desconstruir.
Há quem assuma a eterna busca da fruição. Da construção do fluxo do desejo. Complementando, que a geografia do desejo pode até ser definida pelo grupo dos assumidos na sua fruição. Ok, soando assustadoramente absurdo.
Tudo se resume assim; alguns objetos, alguns sujeitos. Parada 2; Sem posições hierárquicas acerca do desejo. Apenas o desejo flutuando suicida no topo da pirâmide.
Toda a busca da afirmação do eu, da busca de satisfações sócio-encomendadas, um par perfeito, um orgasmo de novela e tortas domingo de manhã, deixo para os amigos críticos.
Quando olho Shortbus, vejo o mais óbvio desejo rotineiro. Uns fodem, outros são cinéfilos.
